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Grupo êxtase estréia dois novos espetáculos neste final de semana


Reyner Araújo
O Grupo Êxtase de Dança contemporânea estréia, neste final de semana, no Centro de Vivência, dois novos espetáculo apresentados em seqüência. Cachorro Perdido e Sete Flores são espetáculos muito diferentes e que exigem dos bailarinos um enorme preparo físico e técnica que prometem mexer com o público de Viçosa. Segundo os críticos que já assistiram aos ensaios não se pode mais falar em profissionalização do Grupo Êxtase. Os bailarinos estão maduros, o grupo coeso e a dança contemporânea já atestou sua competência. O espetáculo estréia dia 07 de novembro, sábado, com reapresentação no domingo, dia 08.

A maturidade do Grupo levou os coreógrafos convidados a ousar ainda mais na montagem dos espetáculos e a exigir ainda mais dos bailarinos. Em "Cachorro Perdido", o coreógrafo Mário Nascimento discute a liberdade e suas contradições. Ao som do blues de Tom Watts e Lês Tambours du Bronx, as coreografias falam da busca da liberdade sem reflexão."É preciso se perder para ser livre", diz o coreógrafo que ironiza a sensualidade e as relações entre pessoas descompromissadas. Ao contrário dos outros espetáculos assinados por Mário Nascimento, Cachorro Perdido é mais leve, irônico e reflexivo.

Um breve intervalo e o grupo volta com outro espetáculo e uma concepção diferente e plasticamente de encher os olhos. Para criar "Sete Flores", a coreógrafa Rosa Antuña mistura elementos do folclore nordestino com dança contemporânea. A trilha é de músicas conhecidas de Alceu Valença, Elba Ramalho e Mestre Ambrosio. O palco se enche de cores em coreografias exigentes, porém mas leves e divertidas. Em comum, os dois espetáculos refletem sobre as relações humanas que têm o patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e Metalsider.

O novo espetáculo do Grupo Êxtase começa em Viçosa uma turnê que deve passar por nove cidades nos próximos meses e continuar no ano que vem. Já estão confirmadas apresentações em Ubá, Ponte Nova, Ouro Preto, Mariana, Araponga, Brás Pires e Divinésia. Durante todo o ano, os bailarinos trabalharam em oficinas de formação de produtores culturais que devem promover e fomentar a cultura em pequenas cidades mineiras. "Nosso objetivo é que este trabalho de formação faça surgir novos grupos, novos produtores gerando emprego e mais cultura para a nossa região", diz Patrícia Lima, diretora do Grupo.

O elenco dos espetáculos é composto pelos bailarinos Ana Carol Camargo, Alexandre Ferreira, Clara Cavalcante, Cleison Lana, Flávia Borsani, Paulo Cézar Silva, Lidiane Jacinto, Liu Moreira, Kátia Vitalino, PV Carvalho e pelos estagiários Jussara Bastos e Wellington Silva. A assistência de direção é de Carol Camargo.

Redação: Léa Medeiros


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